terça-feira, 28 de março de 2017

1a FIV, 4a Eco

E não é que o malandrao do meu ovário esquerdo resolveu fazer directa? Os dois folículos cresceram bastante desde ontem e já têm mais do que 15mm. No ovário direito já há alguns bem avançados, espero que não os perca até à punção.
Já parei a estimulação, hoje já dou pregnyl. Foram 11 dias de estimulação.
A punção será 5a feira de manhã.
Vamos ver o que o futuro nos reserva.

segunda-feira, 27 de março de 2017

1ª FIV, 3ª Eco e divagações

Pois hoje foi a 3ª e não última ecografia!
O meu ovário direito tem sido um bom menino, paciente, tranquilo, e muito trabalhador. Tem perfeita consciência que se não for ele a andar para a frente com isto o companheiro de casa não faz absolutamente nada! O ovário esquerdo não veio ao mundo para responder a estimulações, isso de apresentar folículos e fazê-los crescer não é para ele, naaaaa... Isso é para meninos bonitos e betinhos não é para adolescentes (aborrecentes) rebeldes! O meu ovário esquerdo vai toda a santa noite, prá balada e no dia a seguir são ressacas de meia noite! É por isso que ele me dói e pronto mais nada, não serve para mais nada, trabalhar, ainda que seja das 9h ás 17h não é para ele! Doer? Siiiiiiiiiimmmmmm!

Divagações à parte, o ovário direito está com 6 folículos, sendo que 1 tem apenas 10mm e não serve para nada e o esquerdo tem dois, que têm 12 e 13mm, cresceram 1-2mm desde 6ª feira, provavelmente também não vão servir para grandes coisas! Assim, espero que os 5 que sobram façam o seu trabalhinho estão todos com tamanhos muito próximos meus ricos filhos!
Amanhã voltamos para nova ecografia e para decidir a data da punção, que será 5ª ou 6ª feira! Hoje, 11º dia de estimulação, ainda dou as 3 picas menopur+gonal+cetrotide e amanhã logo se vê! 
Se pudesse pedir coisas, pediria milagres, pediria que os folículos de 12 e 13mm fizessem o favor de crescer, seus mandriõezinhos mais fofinhos de sua mãe!

Aviso à navegação: mais divagações.
Maravilhoso ainda, é termos, algum apoio da entidade patronal, que também é mulher e que também teve um minor issue de infertilidade resolvido muito rapidamente e muito facilmente, mas que se esperaria que estivesse um pouco mais sensibilizada para estas questões! Então, enquanto eu faltei três manhãs e uma tarde estava tudo bem, mas agora que falamos em baixa a conversa já é outra! 
Eu devo ser muito parvinha, porque eu era incapaz de colocar o stress e a pressão que ela me mete em cima, em cima de alguém, a sério, há pessoas que só conseguem mesmo olhar para o próprio umbigo!
Porque tem que saber exactamente quanto tempo tenho que ficar em casa após a minha transferência, eu nem sei se chego a transferir  que é para ela não se passar, e todo um resto de conversa de eu eu eu eu, "porque eu vou ter que trabalhar mais", "porque eu tenho que me poupar", e outras pérolas que tais! A minha vontade era perguntar então se você se vai passar imagine eu!!!! Bom, resta dizer que trabalho onde trabalho há 6 anos e não faltei um único dia pelo que quer que seja, é mesmo espectacular sentirmo-nos apreciados e valorizados e sentirmos solidariedade! O meu trabalho além de ser um stress, e de exigir imenso a nível de raciocínio e concentração, também é, por vezes, exigente a nível físico. Se antes desta conversa ter existido a minha ideia era pôr baixa apenas alguns dias se chegar após transferir agora tenho vontade de colocar 12 dias de baixa, porque amor com amor se paga! Não se metam comigo, são muitas hormonas! I am on fire!

domingo, 26 de março de 2017

Sentimentos avulso

Gostava de ter tido imensos folículos, não só para aumentar as probabilidades disto resultar, mas sobretudo, para o meu marido se orgulhar de mim.
Gostava de ter verdadeira esperança e de acreditar que tenho alguma chance de um dia ser mãe.
Gosto da alimentação que tenho feito na preparação para FIV e de sentir que posso ajudar nem que seja um bocadinho tão pequenino que mal faça diferença.
Gostava de não saber, de não conhecer os meandros da infertilidade.
Gostava de poder dizer à boca cheia que vou ter x filhos porque me apetece sem ter que pensar em mais nada.
Gostava de ter tido irmãos. Foi aí que a endometriose me começou a roubar (a minha mãe também tem endometriose).
Arrependo-me profundamente de não ter seguido o meu instinto e aos 24 anos não ter vitrificado os meus óvocitos a seguir à laparoscopia. Detesto não seguir os meus instintos.
Gostava que na IVI o nosso médico nos acompanhasse mais. Se chegar a punção não vou ter feito uma única foliculometria com ele. Sinto-me desamparada. Nenhuma das médicas que me vê conhece o meu caso em específico, isto deixa-me ansiosa. Gostava de gostar mais da IVI do que o que realmente gosto. Gostava de falar com o Dr. Sérgio sobre o embryoscope e a hipótese de transferirmos apenas se chegarem a blastcisto. 
Gostava de conseguir confiar nos médicos, não consigo, não depois da endometriose ter sido tardiamente diagnosticada e menosprezada.  
Gostava de engravidar e parir, sim, p-a-r-i-r (que eu não sou lâmpada para dar à luz) um bébé saudável.   Gostava de ver escrito, outra vez, num teste "grávida". De ir à praia com um barrigão. Gostava de comprar gorros com orelhas para um bébé nosso, para o nosso filho.
Gostava que, já que Deus me fez infértil, não me tivesse dado relógios biológicos nem instinto maternal.
Gostava de não estar a achar que amanhã vou chegar lá e vai ser tudo cancelado.
Gostava de ser optimista e achar que vai correr tudo bem.

Gostava de não sentir tanta coisa ao mesmo tempo...

sexta-feira, 24 de março de 2017

1ª FIV, 2ª Eco

"É devagar, é devagar, é devagar (...) devagarinho"

Antes de mais, obrigada pelo vosso apoio. Como todas sabemos, este assunto é muito sensível. Dou comigo a pensar, que não devia ser a drama queen que sou. Não estou doente, tenho saúde e não devia andar neste estado de nervos e stress por causa deste tratamento, depois tento desculpar-me a mim própria. Ter um filho é um desejo muito forte, todas sabemos, é um desejo incontrolável, que não podemos desligar. Não é racional. É muito sonhado, muito planeado, muito amado, são muitas emoções. Quando vemos a possibilidade de o conseguirmos cada vez mais longe, é terrível. Tudo isto a juntar ás doses astronómicas de hormonas que injectamos todos os dias, tornam tudo um bocadinho pior.

Relativamente à ecografia.
Hoje foi dia de nova ecografia de monitorização, e para já o nosso número da sorte é o 7, em princípio já não vão aparecer novos folículos.
Temos 7 "bolinhas" a crescer, muito alentejanamente! Os tamanhos variam entre os 10mm e os 13mm-14mm.  Não me parecem muito muito assimétricos, o que deve ser bom.
Para já não nos falaram em cancelar o tratamento, mas também não nos falaram em possíveis datas de punção.
Hoje tenho a barriga um bocadinho mais inchada e umas dores chatinhas começaram a aparecer, já estiveram piores, agora estão melhores. O ovário esquerdo é um rebelde sem causa, dói que se farta, mas só lá tem duas "bolinhas" com 11mm cada uma!
Vamos começar hoje o Cetrotide (mais uma pica e esta é grande)!
Aguardamos, tentando não desesperar! Na 2ª feira vamos repetir foliculometria e fazer análises pela primeira vez.
Continuem a vossa torcida pelos nossos pequeninos, tem resultado :)

quinta-feira, 23 de março de 2017

O que vai cá dentro #4

Sinto-me nesmo triste. Desolada. Não sei porque estou a trabalhar. Não devia. Sinto-me negra por dentro. Conheço o meu corpo. Se algua coisa estivesse a crescer eu sabia.
Estou mesmo mesmo muito em baixo.
Amanhã logo se vê.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Se esta FIV não servir para mais nada...

...é muito muito triste, mas ao menos reponho os meus níveis de vitaminas.
Batido de abacate, banana, chia e a beterraba :)

terça-feira, 21 de março de 2017

1a FIV, 1a Eco

Hoje fomos fazer a primeira foliculometria. Não trago boas notícias. Estou a fazer 300 UI, não se pode aumentar mais esta dose e, como ja era esperado, estou a responder para lá de mal. Nesta altura, depois quatro dias de picas a minha estimulação está pelas ruas da amargura são 6 no total entre os 6.5 e os 8mm. 
Não vou alterar nada na medicação e 6a feira voltamos a medir.
Já chorei e chorei e chorei, já carpi a minha dor e já levantei a cabeça! São poucos, mas são os que tenho. Tenho que acreditar neles e vou acreditar até que me digam que é para desistir. No meio daquela "miséria" pode estar a metade do meu filho/a e não sou eu, a mãe, que vai desistir deles.
Vou continuar a minha parte do tratado, fazer uma alimentação saudável, beber bastante água e dar as picas à hora certa. De resto, vou rezar para que corra tudo bem.
Há muito stress nesta altura, mas faz parte.
Cresçam pequeninos.